fbpx

Pandemia Covid-19: O cenário brasileiro do HF

Pandemia Covid-19: O cenário brasileiro do HF

A pandemia global do coronavírus (covid-19) está desafiando a cadeia de suprimentos de alimentos de todo o mundo. No Brasil, o decreto do Ministério da Agricultura, de 26 de março – que estabeleceu a cadeia do agronegócio como essencial, permitindo que os serviços de abastecimento se mantivessem abertos durante a quarentena, garantiu que o setor seguisse em funcionamento.


Os alimentos são importantes para suprir nossa necessidade nutricional, regulam o metabolismo, ajudam na manutenção e crescimento dos tecidos, além de fornecer energia. Uma dieta balanceada exige carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e sais minerais.

As frutas e hortaliças são componentes essenciais da alimentação, pois possuem poucas calorias e bom aporte desses nutrientes que são fundamentais para o bom funcionamento do corpo, incluindo o sistema imune.

Em todo o mundo o consumo de frutas e hortaliças é incentivado, por isso o Brasil tem grande importância nesses setores. Na fruticultura somos o terceiro maior produtor gerando 6 milhões de empregos diretos, ou 27% dos empregos gerados pela produção agrícola nacional. Já na olericultura são gerados 7 milhões de empregos. Juntos os setores movimentam cerca de 25 bilhões de reais

A hortifruticultura é um termo utilizado no meio agrícola, que significa produção de hortaliças e frutas. Foram mesclados devidos a compartilharem características em comum; principalmente por serem atividades de grande importância social, econômica, industrial e alimentar. 

HF no Brasil

As culturas de HF têm ampla distribuição no Brasil, uma vez que atendem prioritariamente aos mercados locais, evitando os custos e perdas ocasionados pela logística. Dessa maneira, estão presentes em quase todo território nacional.

A distribuição geográfica dos polos produtores de hortícolas e frutícolas é alterada continuadamente. Regiões tradicionais, localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e na Região Sul do País, estão reduzindo suas áreas. Isso se dá em função do elevado preço da terra, da menor disponibilidade de mão de obra e de problemas fitossanitários ocasionados pela manutenção de um único tipo de manejo por anos consecutivos em uma dada área.

Enquanto isso, novas regiões expandem sua produção, especialmente no Cerrado e no Nordeste. Exemplos de polos emergentes são o Rio Grande do Norte, o Ceará, o Vale do São Francisco, a região de Irecê, na Bahia, a Chapada Diamantina, a região de Cristalina, em Goiás, o Norte de Minas Gerais e o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba.

Tal crescimento vem sendo impulsionado por condições climáticas e de relevo favoráveis, uso de tecnologias, valor mais acessível da terra, incentivos para o desenvolvimento agrário, entre outros. Também colaboram para essa expansão o aumento da demanda por frutas e hortaliças no mercado doméstico e a expansão das exportações dos produtos brasileiros. As cooperativas e associações também têm tido papel relevante, sobretudo em regiões onde predomina a pequena escala. Os hortifruticultores podem se unir com o objetivo, por exemplo, de explorar novos mercados ou de aumentar seu poder de barganha em negociações de insumos. 

Outro desafio do produtor é diferenciar-se e manter a rentabilidade em mercados em que os clientes exigem cada vez mais qualidade, produtos saudáveis e produção responsável. As certificações internacionais existentes, caso da Global G.A.P., ou a rastreabilidade, que atrelam a qualidade à origem conhecida e aos sistemas de produção aceitos (PIM) também estão se tornando fatores para o sucesso dos produtores de frutas e olerícolas. Nesse cenário, comunicar ao consumidor esses aspectos diferenciadores é uma nova fronteira de trabalho para os agricultores.

HF X Pandemia da Covid 19

A pandemia global do coronavírus (covid-19) está desafiando a cadeia de suprimentos de alimentos de todo o mundo. No Brasil, o decreto do Ministério da Agricultura, de 26 de março – que estabeleceu a cadeia do agronegócio como essencial, permitindo que os serviços de abastecimento se mantivessem abertos durante a pandemia, garantiu que o setor seguisse em funcionamento.

Apesar da agricultura ser um dos setores menos afetados pela pandemia, ainda os HF’s serem essenciais, pois auxiliam para uma alimentação saudável e auxiliam na imunidade contra doenças. Contudo em julho de 2020, 250 agricultores foram entrevistados pela revista hortifruti brasil, 68% dos entrevistados afirmaram ter a rentabilidade parcialmente ou totalmente prejudicada, devido à pandemia. Isso mostra que, mesmo sendo uma atividade essencial, o setor teve suas vulnerabilidades expostas pela interrupção ou limitações das vias de comercialização.

No segmento externo, até outubro/20, antes da segunda onda de contaminados, o balanço da rentabilidade para as frutas frescas brasileiras exportadas era positivo. Mesmo diante das adversidades de 2020, a demanda por frutas e hortaliças no varejo reagiu bem e a oferta foi controlada no segundo semestre, evitando excedentes de oferta e mantendo os preços, no geral, acima dos custos para a maioria das culturas.

Para 2021, no grupo das hortaliças, a expectativa é de retomada dos investimentos em área, compensando, em boa parte, as reduções em 2020. Por enquanto, especialistas apontam certa retomada da economia em 2021, mas ainda sem previsão de se recuperar totalmente da recessão de 2020 ocasionada pela pandemia.

O Boletim Focus, do Banco Central (07/12/20), sinaliza crescimento do PIB em torno de 3,5% em 2021. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima avanço menor, de 2,8%. A grande aposta em 2021, sem dúvida, é a vacina para imunização da covid-19 e término da pandemia. Com os avanços surpreendentes da ciência, vários laboratórios já devem oferecer vacina no primeiro semestre no Brasil e no exterior para um grupo de pessoas de maior risco e, no segundo semestre, para outra parcela da população.

Referências bibliográficas 

HORTIFRUTI SABER E SAÚDE. Cenário hortifruti brasil. Brasília: Abrafrutas, 2018.HORTIFRUTIBRASIL. Retrospectiva 2020 e Perspectiva 2021. Piracicaba: Cepea. n. 12. Pag 54. 2021.

 

Nenhum comentário

Adicione seu comentário

Fale Conosco pelo WhatsApp
Scroll Up